Arquitetura de Hardware: A Estrutura Básica de um CLP
• Chaves
• Sensores
Programas • Dados
• Solenoides
• Lâmpadas
Arquitetura de Hardware: A Estrutura Básica de um CLP
Para entender como um Controlador Lógico Programável (CLP) sobrevive ao ambiente hostil do chão de fábrica, precisamos analisar sua estrutura interna em blocos. O diagrama arquitetônico clássico divide o equipamento em módulos essenciais, garantindo processamento, alimentação e proteção.
Com base no diagrama estrutural, vamos dissecar cada um dos blocos que compõem o CLP:
1. Fonte de Alimentação
Como ilustrado no topo do diagrama, a fonte distribui energia para três blocos principais: Módulos de Entrada, CPU e Módulos de Saída.
- Função Técnica: Converte a tensão da rede elétrica externa (geralmente 110/220 VCA ou 24 VCC) para os níveis de tensão contínua em baixa voltagem exigidos pelos circuitos eletrônicos internos (normalmente 5 VCC ou 3,3 VCC para a lógica).
2. Módulos de Entrada (Inputs)
Este é o ponto de contato do CLP com o "mundo real" e as variáveis do processo.
- Função Técnica: Receber e condicionar os sinais elétricos vindos do campo.
- Dispositivos Conectados: Sensores (indutivos, capacitivos, ópticos), chaves de fim de curso, botões de painel, termopares, etc.
Observe no diagrama as linhas tracejadas separando os Módulos de Entrada/Saída da CPU. Trata-se do Isolamento Ótico (feito por optoacopladores). Esse recurso converte o sinal elétrico em luz e depois em sinal elétrico novamente, impedindo que curtos-circuitos, picos de tensão ou ruídos industriais do campo cheguem à placa mãe e queimem o processador.
3. Unidade Central de Processamento (CPU)
O cérebro do sistema, localizado no centro do diagrama estrutural.
- Processador (ULA + Controle): Varre ciclicamente as entradas, resolve a lógica de programação e atualiza os estados das saídas.
- Memória de Programas: Onde fica armazenado o firmware do fabricante e o código (Linguagem Ladder, por exemplo) escrito pelo projetista. É não-volátil, ou seja, não se perde quando a energia cai.
- Memória de Dados: Armazena valores temporários do processo, como contadores, temporizadores, flags e tabelas de imagem das entradas e saídas.
4. Módulos de Saída (Outputs)
Responsável por enviar comandos da CPU de volta para as máquinas na fábrica, também protegido por isolamento ótico.
- Função Técnica: Amplificar e chavear o sinal lógico da CPU (geralmente 5V) para tensões e correntes maiores capazes de acionar cargas (24 VCC, 110/220 VCA). Estes módulos podem ser a relé, transistor ou triac.
- Dispositivos Conectados: Resistências de aquecimento, contatores de motores (M), lâmpadas indicadoras, válvulas solenoides e sirenes.
5. Dispositivo de Programação
Conectado à CPU (geralmente via cabo USB, Ethernet ou serial), é a ferramenta utilizada pelo técnico ou engenheiro.
- Função Técnica: É o notebook ou terminal (IHM de programação) onde o software de desenvolvimento é executado. Serve para compilar o código, transferir (download) para a memória do CLP e realizar o monitoramento e debug online das variáveis em tempo real.
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